Checklist de SEO técnico: as 9 categorias que o Google analisa no seu site
Um checklist prático das 9 categorias de SEO técnico que determinam se o Google encontra, entende e ranqueia seu site. Verifique cada uma gratuitamente.

TL;DR
O Google analisa seu site em categorias técnicas antes de decidir onde posicioná-lo. São 9 categorias fundamentais: metadata, headings, imagens, links, dados estruturados, performance, segurança, mobile e indexação. Falhar em qualquer uma pode derrubar seu ranqueamento — mesmo que o conteúdo seja excelente. Este checklist detalha o que verificar em cada categoria e como testar tudo em 30 segundos com nossa ferramenta gratuita de auditoria.
1. Metadata: o cartão de visita no Google
Metadata é o que aparece nos resultados de busca — o título azul e a descrição cinza. É sua primeira (e às vezes única) chance de convencer alguém a clicar no seu link ao invés do concorrente. Pense nela como a vitrine da sua loja: se não chama atenção, o cliente passa direto.
O title tag deve comunicar de forma clara e atrativa o que a pessoa vai encontrar na página. A meta description complementa com um mini-pitch de 160 caracteres. Juntos, eles são o seu anúncio gratuito no Google — e a maioria dos sites desperdiça essa oportunidade com textos genéricos ou, pior, deixa em branco.
Checklist:
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Title tag presente e único em cada página (até 60 caracteres)
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Meta description presente e persuasiva (até 160 caracteres)
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Open Graph tags configuradas (og:title, og:description, og:image) para compartilhamento em redes sociais
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Canonical tag apontando para a URL correta, evitando duplicação de conteúdo
Erro mais comum: sites que usam o mesmo title genérico em todas as páginas (“Empresa | Home”, “Empresa | Serviços”). Cada página precisa de um título único que reflita seu conteúdo específico e inclua a keyword pela qual você quer ranquear.
2. Headings: a estrutura que o Google lê primeiro
Headings (H1 a H6) são a espinha dorsal semântica da sua página. Enquanto o usuário escaneia visualmente o conteúdo, o Google lê os headings para construir um mapa do que a página trata. Uma hierarquia bem estruturada diz ao Google: “este é o assunto principal (H1), estas são as seções (H2), e estes são os subtópicos (H3)”.
Muitos designers usam headings incorretamente — escolhendo H3 porque “o tamanho visual fica melhor” ou pulando de H1 para H4 porque “combina com o layout”. Headings são estrutura semântica, não estilos visuais. O estilo pode (e deve) ser controlado via CSS, mantendo a hierarquia HTML correta.
Checklist:
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Exatamente 1 H1 por página, contendo a keyword principal
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Hierarquia sequencial (H1 → H2 → H3, sem pular níveis)
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H2s descrevendo as seções principais da página
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Headings usados para estrutura semântica, não para estilização visual
3. Imagens: peso, contexto e acessibilidade
Imagens são frequentemente o maior gargalo de performance — e uma das oportunidades mais desperdiçadas de SEO. O Google Imagens é a segunda maior ferramenta de busca do mundo. Cada imagem no seu site é uma chance de aparecer tanto na busca convencional quanto na busca por imagens.
O problema mais comum: imagens exportadas direto do Photoshop ou Figma em PNG sem compressão, pesando 2-5MB cada. Em uma página com 10 imagens, são 30MB que o navegador precisa baixar. No desktop com fibra, demora um pouco. No celular com 4G oscilante, pode levar 20 segundos — e o usuário já foi embora.
O alt text (texto alternativo) é igualmente importante. Ele serve para três propósitos: ajuda o Google a entender o conteúdo da imagem, aparece quando a imagem não carrega, e é lido por tecnologias assistivas para pessoas com deficiência visual. Um bom alt text é descritivo e natural — “Equipe da Virtus Design reunida em brainstorm no escritório” é muito melhor que “img_3847” ou “foto equipe”.
Checklist:
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Alt text descritivo em todas as imagens de conteúdo
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Formato WebP (reduz peso em 25-35% vs JPEG/PNG)
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Dimensões explícitas (width/height) para evitar layout shift — aquele “pulo” irritante quando as imagens carregam
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Lazy loading em imagens abaixo da dobra para não atrasar o carregamento inicial
4. Links: a teia que conecta seu conteúdo
Links são o sistema circulatório do seu site. Links internos distribuem autoridade entre suas páginas — quando a homepage (que geralmente tem mais autoridade) linka para uma página de serviço, ela transfere parte dessa autoridade. Links quebrados são como artérias entupidas: interrompem o fluxo e prejudicam o organismo inteiro.
Além do fluxo de autoridade, links internos ajudam o Google a descobrir todas as páginas do seu site. Se uma página não está linkada a partir de nenhuma outra, o Google pode simplesmente nunca encontrá-la — mesmo que ela exista no sitemap. E links quebrados (404) criam experiências negativas que aumentam a taxa de rejeição, sinalizando ao Google que seu site não é confiável.
Checklist:
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Zero links quebrados (404) internos e externos — verifique regularmente, especialmente links para sites terceiros
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Links internos relevantes conectando páginas relacionadas — cada página deveria linkar para 2-5 outras páginas
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Textos-âncora descritivos (não “clique aqui” ou “saiba mais”) — o texto do link deve indicar o conteúdo da página de destino
5. Dados Estruturados: falando a língua do Google
Schema Markup é um vocabulário padronizado que diz explicitamente ao Google o que sua página contém. Sem ele, o Google precisa interpretar o conteúdo como um texto livre — e frequentemente perde nuances importantes. Com ele, você comunica de forma precisa: “esta é uma empresa de tecnologia, localizada em São Paulo, com nota 4.8 de avaliação, aberta de segunda a sexta das 9h às 18h”.
O benefício mais visível dos dados estruturados são os rich snippets — aqueles resultados enriquecidos que se destacam nos resultados de busca. Podem incluir estrelas de avaliação, perguntas frequentes expansíveis, breadcrumbs de navegação, informações de evento, receitas com tempo de preparo, e muito mais. Sites com rich snippets capturam significativamente mais atenção e cliques.
Checklist:
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Organization ou LocalBusiness schema na home — informando nome, endereço, telefone, horários
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Article schema nos posts do blog — autor, data de publicação, imagem de capa
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FAQPage schema quando houver perguntas frequentes — gera acordeões nos resultados do Google
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BreadcrumbList para navegação nos resultados — mostra a hierarquia de páginas ao invés da URL crua
6. Performance: velocidade é fator de ranqueamento
Desde 2021, os Core Web Vitals são oficialmente fatores de ranqueamento no Google. Eles medem três aspectos da experiência do usuário: velocidade de carregamento (LCP), estabilidade visual (CLS) e responsividade a interações (INP). Sites que não atendem esses critérios perdem posições para concorrentes mais rápidos.
O impacto vai além do ranqueamento. 53% dos usuários mobile abandonam sites que levam mais de 3 segundos para carregar (dados do Google). Para e-commerces, cada segundo de atraso pode representar milhares de reais em vendas perdidas. A Amazon descobriu que cada 100ms adicionais de latência custava 1% em vendas.
Performance é especialmente crítica no Brasil, onde grande parte do tráfego vem de dispositivos móveis de entrada com processadores limitados e conexões 4G instáveis. O que funciona bem no seu MacBook com fibra de 300Mbps pode ser inutilizável no celular do seu cliente.
Checklist:
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LCP (Largest Contentful Paint) abaixo de 2,5 segundos — o maior elemento visível deve carregar rápido
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CLS (Cumulative Layout Shift) abaixo de 0,1 — a página não deve “pular” durante o carregamento
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INP (Interaction to Next Paint) abaixo de 200ms — botões e links devem responder instantaneamente ao toque
7. Segurança: HTTPS e além
Segurança vai além do cadeado verde na barra de endereço. Headers de segurança mal configurados podem expor seu site a ataques (clickjacking, XSS, injeção de conteúdo) e afetam a confiança do Google no seu domínio. Um site seguro não é apenas bom para SEO — é uma responsabilidade com seus visitantes.
O problema mais comum é o “mixed content”: seu site tem SSL/HTTPS, mas algum recurso (uma imagem, um script, uma fonte) ainda carrega via HTTP inseguro. Isso acontece frequentemente em sites migrados de HTTP para HTTPS que não atualizaram todas as referências internas. O resultado: o cadeado desaparece e o navegador pode alertar o usuário.
Checklist:
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HTTPS ativo com certificado SSL válido e não expirado
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Zero mixed content (recursos HTTP em página HTTPS) — verifique especialmente imagens antigas e scripts de terceiros
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Redirecionamento HTTP → HTTPS configurado para todas as URLs
8. Mobile: o Google indexa a versão mobile primeiro
Desde 2019, o Google usa mobile-first indexing — ele avalia a versão mobile do seu site antes da desktop para decidir seu ranqueamento. Isso significa que se a experiência mobile for inferior à desktop (conteúdo escondido, textos ilegíveis, botões pequenos demais), seu ranqueamento sofre em todas as buscas — inclusive desktop.
No Brasil, mais de 60% do tráfego web vem de dispositivos móveis. Para muitos segmentos (varejo, alimentação, serviços locais), esse número passa de 75%. Ter um site que funciona bem no celular não é mais diferencial — é requisito básico. Se seu site exige zoom para ler textos ou se os botões são difíceis de acertar com o dedo, você está perdendo a maioria dos seus visitantes.
Checklist:
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Meta viewport configurado corretamente — permite que o site se adapte à largura da tela
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Textos legíveis sem zoom (mínimo 16px no body) — fontes menores que isso são difíceis de ler no celular
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Botões e links com tamanho mínimo de toque (48×48px) — dedos são muito menos precisos que cursores
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Sem scroll horizontal em nenhuma resolução — conteúdo não pode “vazar” da tela
9. Indexação: garantindo que o Google encontre suas páginas
De nada adianta um site perfeito se o Google não consegue encontrá-lo. A indexação é o processo pelo qual o Google descobre, rastreia e adiciona suas páginas ao índice de busca. Se algo bloqueia ou dificulta esse processo, suas páginas simplesmente não existem para quem pesquisa no Google.
Problemas de indexação são particularmente perigosos porque são completamente invisíveis. Seu site funciona perfeitamente para quem acessa diretamente — mas simplesmente não aparece em buscas. Já vimos casos de sites inteiros bloqueados por um robots.txt mal configurado ou tags noindex que foram esquecidas após o período de desenvolvimento.
Checklist:
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Sitemap.xml presente, atualizado e submetido ao Google Search Console — é o mapa que guia o Google pelo seu site
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Robots.txt não bloqueando páginas importantes — verifique se CSS e JavaScript não estão bloqueados
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Canonical tags corretas (evitando conteúdo duplicado) — URLs com e sem “www”, com e sem barra final, devem apontar para uma versão única
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Nenhuma tag noindex acidental em páginas públicas — erros comuns após migração de staging para produção
Verifique tudo em 30 segundos
Revisar cada um desses 36 itens manualmente levaria horas — e exigiria conhecimento técnico para inspecionar o código-fonte de cada página. Por isso criamos uma ferramenta gratuita que audita todas as 9 categorias automaticamente. Basta digitar a URL e receber o diagnóstico completo em segundos.
A ferramenta analisa a URL informada e classifica cada item por severidade: crítico (vermelho), recomendado (amarelo) e correto (verde). Isso permite que você identifique rapidamente onde estão os maiores problemas e priorize as correções.
Se a auditoria revelar problemas que você não sabe como resolver, leia nosso artigo sobre os erros de SEO que você não enxerga para entender o impacto de cada problema no seu negócio. E para quem quer ir além do técnico, nosso guia SEO para empresários mostra a visão completa — do técnico ao estratégico.
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